Francisca Andrade

Aluna de Engenharia Biomédica | 4º ano

Entrevista feita no ano-letivo 2018/2019

País: Finlândia, Universidade de Oulu
Ano: 2019
Duração: Um semestre

Qual foi o ano do curso, a universidade/país que escolheste para o teu projeto de Erasmus e porquê?

«Fiz Erasmus no 1º semestre do 4º ano, ou seja, do 1º ano de mestrado, na Universidade de Oulu, no Norte da Finlândia. Tinha como objetivo escolher um país com uma cultura diferente da nossa, tendo em conta a qualidade da Universidade, e, por outro lado, impus que na minha escolha apenas constassem países do Norte da Europa.

Escolhi este semestre porque caso, eventualmente, não tivesse equivalências a todas as UC’s da nossa faculdade, teria mais um ano para as fazer e num semestre que não coincide com o semestre da tese de mestrado. »

Como foi a tua experiência em estudar Engenharia Biomédica lá fora? Sentiste que de alguma forma o curso e a visão da própria sociedade sobre este, difere daquela que é sentida em Portugal?

«O meu percurso de Erasmus passou por um dos países mais desenvolvidos e empenhados na nossa vasta área de eng Biomédica. Toda a formação roda em torno da sociedade finlandesa que acaba por diferir bastante da portuguesa. 

Portugal tem imenso a aprender com a Finlândia, mas tem também um longo caminho a percorrer para conseguir atingir alguns standards 

A Finlândia prima imenso pelo bem-estar dos seus cidadãos pelo que se reflete na educação.

“Lá fora” aprendi a valorizar o  que se faz de bom em Portugal.»

Se pudesses, repetias a experiência? Aconselhas os atuais alunos de Biomédica a realizarem Erasmus?

«Voltava, sem dúvida, a repetir a experiência e gostava que todos os alunos tivessem oportunidade de realizar uma experiência de mobilidade, acho que devia ser obrigatório, se fosse possível suportar todos os custos.»

Joana Sousa

Aluna de Engenharia Biomédica | 4º ano

Entrevista feita no ano-letivo 2018/2019

País: Itália, Politécnico de Milão

Ano: 2019
Duração: Um semestre

Porque decidiste fazer Erasmus? O que pesou na tua decisão?

«O motivo que me fez tomar a decisão de fazer erasmus foi, sem dúvida, o peso que uma experiência internacional tem no currículo. Desde sempre fui incutida que ir de Erasmus me daria uma certa vantagem no primeiro contacto com o mercado de trabalho.»

Qual foi a universidade/país que escolheste para o teu projecto de ERASMUS e porquê?

«Eu fiz Eramus no 1º semestre do 4º ano no Politecnico di Milano, claramente em Milão. Antes de começar a escolher as faculdades eu tinha alguns objectivos: um deles era ter a possibilidade de viajar e o outro foi estar numa faculdade com renome para ter um certo peso no CV. Neste sentido, quando finalmente decidi escolher, fui ver no ranking europeu e no ranking mundial a posição de cada faculdade na área de Engenharia, e o Politecnico destacou-se como sendo das melhores. A seguir das minhas pré-escolhas, estive a ver qual a cidade mais central, de forma a conseguir viajar e visitar o maior número de cidades/países, foi então que decidi Milão. Consegui viajar por mais de 20 cidades e visitei 8 países.»

Conta-nos como foi todo o processo de preparação /planeamento da tua estadia/viagem. Quanto tempo envolveu o preparameto?

«O único passo no meu processo de preparação foi falar com os alunos que no ano anterior tinham ido para Milão de Erasmus. Consegui o contacto para o alojamento, dicas para altura de comprar voos, passe de transportes e etc. Resumindo, não demorei quase tempo nenhum a fazer o planeamento da viagem e estadia.»

Durante quanto tempo estiveste fora? O que foi mais difícil para ti nesse período? O que mais estranhaste e gostaste na universidade e no país que te acolheu?

«Estive fora aproximadamente 6 meses, cheguei a Milão dia 12 de Setembro e voltei a Portugal dia 10 de Fevereiro. Penso que o mais difícil para mim foi partilhar casa, porque para além de conhecer as pessoas com quem convivi esse período, existem sempre divergências relativamente às lidas da casa.

O que mais gostei da faculdade foi o facto de não haver presença obrigatória nas aulas, o que dá grande liberdade para passear durante o semestre. No entanto, depois na altura de janeiro e fevereiro existe grande carga de trabalho, porque a avaliação é feita por exames finais, e a matéria de cada disciplina é muito extensa.»

Fala-nos um pouco sobre a universidade que te acolheu, os costumes desse país/cidade e das pessoas que mais te marcaram.

«O Politecnico di Milano é um pólo grande misturado nas ruas de Milão, uma combinação do clássico e história com o moderno e inovação. Os professores são bastante acessíveis e simpáticos e os alunos italianos são bastante focados.  Não fiz grandes amizades com os estudantes do politecnico, porque na realidade onde conhecia mais pessoas era nos eventos de erasmus. Os milaneses não são conhecidos por serem as pessoas mais simpáticas e fogosas como no resto de Itália, aliás acho os milaneses, no geral, bastante arrogantes. No entanto, Milão tem o seu encanto, e é possível encontrar sempre quem se consiga ajudar. 

Itália é muito conhecida pela cozinha, pelas massas, pizzas e gelados e pela grande quantidade de igrejas. Em Milão consegui encontrar esses costumes todos, mas tem a vantagem de ter lagos e paisagens maravilhosas para explorar.»

Se pudesses repetias a experiência? Aconselhas os atuais alunos de Biomédica a realizarem Erasmus?

«Claro que repetia e adoraria ter oportunidade de realizar novamente. Aconselho vivamente todos os alunos a terem uma experiência de mobilidade. Motivos existem muitos: aconselho pela vivência num país diferente longe da zona de conforto, pela oportunidade de aprender uma nova língua, pelo facto de conhecer pessoas com culturas distintas, pelas novas amizades, pela aventura do dia-a-dia só para pedir indicações ou ir ás compras, pelas viagens que se calhar não vais ter oportunidade de fazer no futuro e para conseguir experienciar aquela visão/ideia que existe todo um mundo para conhecer.»